A história do Hotel Fazenda Fonte Colina Verde: um sonho que começou em 1978
- Lucas Bertosini

- 4 de jul.
- 9 min de leitura
Existem lugares que são construídos com tijolos, madeira e concreto.
Outros são construídos também com coragem, trabalho, encontros e histórias compartilhadas ao redor da mesa.
O Hotel Fazenda Fonte Colina Verde pertence a esse segundo grupo.
Sua trajetória começou em 1978, quando São Pedro ainda dava passos importantes para consolidar sua vocação turística. O que nasceu como uma pequena chácara, com poucos apartamentos e uma proposta acolhedora, atravessou décadas, recebeu diferentes gerações e se transformou em um dos empreendimentos mais tradicionais da cidade.

São pais que vieram quando ainda eram crianças e, anos depois, retornaram trazendo os próprios filhos. São colaboradores que dedicaram parte de suas vidas ao hotel. São famílias que chegaram para passar alguns dias e voltaram para casa levando lembranças que permaneceram por muitos anos.
Esta é a história de um hotel. Mas também é a história de uma família, de muitas pessoas e de um sonho que continuou crescendo sem esquecer de onde veio. O início de uma história em São Pedro
O Hotel Fazenda Fonte Colina Verde foi fundado por Mylton João Tomazini em 5 de outubro de 1978, em São Pedro, no interior de São Paulo.
A chegada de Mylton à cidade aconteceu por uma razão bastante pessoal. Seguindo uma recomendação médica, ele veio para São Pedro em busca de cuidados com a saúde e encontrou ali um novo caminho para sua vida. Era uma estrutura pequena, especialmente

quando comparada ao que o hotel se tornaria nas décadas seguintes.
Mas toda grande árvore já foi uma semente.
Antes do parque aquático, dos salões para
eventos e das diferentes alas de hospedagem, havia uma ideia essencial: receber bem. O primeiro alvará da Organização Hoteleira Fonte Colina Verde foi expedido pela Prefeitura de São Pedro em 11 de dezembro de 1978, pouco mais de dois meses depois da fundação do empreendimento. Décadas mais tarde, esse documento se tornaria um símbolo do início de toda a trajetória.
Uma pequena chácara que começou a crescer
Com o passar do tempo, o Colina Verde deixou de ser apenas uma pequena opção de hospedagem.
Novos apartamentos foram construídos. As áreas de lazer foram ampliadas. A gastronomia ganhou espaço. As atividades junto à natureza passaram a fazer parte da experiência e o hotel começou a receber um número cada vez maior de famílias.
O empreendimento cresceu acompanhando as transformações do turismo brasileiro, mas conservou características que sempre estiveram em sua origem: o ambiente familiar, a hospitalidade, o contato com a natureza e aquele jeito acolhedor de receber que lembra as antigas casas do interior.
A expansão não aconteceu de uma só vez. Ela foi resultado de anos de trabalho, investimentos, aprendizados e decisões tomadas por quem acreditava no potencial de São Pedro muito antes de o turismo ocupar a posição que possui atualmente.
Em 2018, quando o hotel completava quatro décadas de existência, já ocupava uma área de aproximadamente 200 mil metros quadrados, possuía mais de 150 apartamentos e reunia uma ampla estrutura de hospedagem, lazer, gastronomia e eventos.
A pequena chácara começava a se tornar uma cidade de memórias.
A natureza sempre fez parte do caminho
Desde os primeiros anos, a relação com a natureza esteve presente na identidade do Colina Verde.
O crescimento do hotel aconteceu em meio às paisagens de São Pedro, com bosques, áreas de mata, pastagens, nascentes, lago, estábulos e hortas. A própria configuração do espaço permitiu que diferentes gerações encontrassem ali algo que, com o passar dos anos, se tornou cada vez mais precioso: a oportunidade de diminuir o ritmo.
Hoje, a propriedade ocupa aproximadamente 200 mil metros quadrados e preserva áreas de mata nativa, com predominância de quaresmeiras, além de lago, pastagens, estábulos e espaços integrados à paisagem rural.
Esse contato com a natureza ajudou a formar a personalidade do hotel.
No Colina, a experiência nunca se resumiu a dormir em um apartamento. Ela também acontece durante uma caminhada, no encontro das crianças com os animais, em uma tarde perto da piscina ou em uma conversa tranquila enquanto o dia vai terminando.
São cenas simples. Mas a vida, quando bem vivida, costuma guardar justamente essas.
Um hotel construído por muitas mãos
Embora a trajetória do Colina Verde esteja diretamente ligada à visão empreendedora de Mylton João Tomazini e à participação da família Tomazini, ela também foi construída por gerações de colaboradores.
Recepcionistas, cozinheiros, recreadores, camareiras, garçons, profissionais de manutenção, jardineiros, equipes administrativas e tantos outros trabalhadores ajudaram a transformar uma pequena chácara em um empreendimento conhecido em diferentes partes do Brasil.
Em 1992, por exemplo, o hotel abriu as portas para Cláudio Ramos, que trabalhou durante vários anos no empreendimento. Em 2024, já como vereador eleito, ele acompanhou uma homenagem prestada a Mylton Tomazini e recordou com gratidão a oportunidade recebida pela família.
Essa passagem representa algo maior. Um hotel não atravessa tantas décadas somente por causa de seus prédios. Ele permanece porque existem pessoas dispostas a abrir as portas todos os dias, preparar cada refeição, cuidar dos jardins e receber cada nova família como parte daquela história.
A força do Colina sempre esteve no coletivo.
O reconhecimento de uma trajetória
Ao longo de sua história, o Hotel Fazenda Fonte Colina Verde conquistou reconhecimento não apenas por sua estrutura, mas também por sua atuação no turismo e pela relação construída com seus colaboradores.
Em 2006, a Câmara Municipal de São Pedro concedeu uma Moção de Aplausos a Mylton João Tomazini e aos funcionários do hotel. Segundo o registro da Câmara, naquele período o Colina havia aparecido entre as 100 melhores empresas brasileiras para trabalhar e recebido o reconhecimento de melhor hotel fazenda do Brasil pela revista Viagem e Turismo.
Mais de uma década depois, em 2018, Mylton e Eduardo Tomazini voltaram a ser homenageados pela Câmara Municipal. A homenagem destacou uma nova conquista ligada às melhores empresas para trabalhar, além da contribuição do hotel para a economia, o turismo, a geração de empregos e a divulgação de São Pedro no Brasil.
Esses reconhecimentos contam parte da trajetória, mas talvez o maior prêmio esteja na confiança construída com o passar do tempo.
É a família que volta.
É o colaborador que cresceu profissionalmente dentro da empresa.
É o antigo hóspede que reconhece um caminho, uma árvore ou um salão e percebe que parte de sua própria vida também ficou guardada ali.
A relação entre o Colina Verde e São Pedro
A história do hotel também se mistura à evolução turística de São Pedro.
Quando o Colina iniciou suas atividades, em 1978, a cidade ainda estava construindo o caminho que a levaria a ser reconhecida como Estância Turística. O hotel acreditou nesse potencial e ajudou a apresentar São Pedro a visitantes vindos de diferentes regiões.
Ao longo das décadas, o empreendimento contribuiu para a geração de empregos, o movimento da economia local e o fortalecimento da cidade como destino para famílias, grupos e eventos.
Em dezembro de 2024, durante as celebrações dos 45 anos de São Pedro como Estância Turística, Mylton João Tomazini recebeu da Prefeitura uma reprodução do primeiro alvará expedido ao hotel, datado de 11 de dezembro de 1978.
Na ocasião, a administração municipal destacou a empregabilidade gerada pelo empreendimento e seu legado para o turismo da cidade. A homenagem também reconheceu a participação da esposa, dos filhos, dos netos e dos colaboradores na continuidade dessa história.
O documento, que um dia representou apenas o começo formal de uma empresa, passou a representar algo muito maior: uma vida inteira dedicada à construção de um legado.
Das viagens em família aos grandes eventos
O crescimento do Colina Verde também ampliou a variedade de públicos recebidos pelo hotel.
As famílias continuaram sendo parte fundamental de sua essência. Crianças, pais e avós encontraram no espaço a oportunidade de reunir diferentes gerações em uma mesma viagem.
Ao mesmo tempo, o hotel passou a receber grupos religiosos, associações, empresas, congressos, feiras, confraternizações e encontros corporativos.
A estrutura de eventos cresceu junto com a hospedagem. Atualmente, o hotel possui mais de dez salões, além de espaços preparados para encontros de diferentes portes. Sua estrutura permite combinar acomodação, alimentação, lazer e programação profissional dentro do mesmo complexo.
Assim, o lugar que começou recebendo pequenos grupos passou a ser cenário de grandes encontros.
Alguns chegaram para descansar. Outros vieram trabalhar, celebrar, aprender ou compartilhar uma fé. Mas todos ajudaram a escrever uma página dessa história.
A gastronomia como parte da memória
Há lembranças que começam pelo cheiro.
O café sendo servido pela manhã. A comida preparada com calma. A sobremesa esperada pelas crianças. A conversa ao redor da mesa depois de um dia inteiro de atividades.
A gastronomia tornou-se um dos pilares da experiência do Colina Verde. A cozinha do hotel reúne influências brasileiras, especialmente das tradições paulista, mineira e italiana.
Mais do que alimentar, cada refeição ajuda a criar um momento de encontro.
Em uma rotina cada vez mais apressada, sentar-se à mesa com a família sem precisar olhar o relógio virou quase um artigo de luxo. E, sejamos sinceros, uma boa sobremesa também é uma bela maneira de preservar patrimônio histórico.
O Colina Verde dos dias atuais
Da pequena chácara de 1978 nasceu uma estrutura com aproximadamente 200 mil metros quadrados, cerca de 150 apartamentos, dez piscinas, sendo quatro aquecidas, espaços para eventos, fazendinha, áreas esportivas, lago e ambientes cercados pela natureza.
Entretanto, chegar até aqui não significa considerar a obra concluída.
A hotelaria muda. As famílias mudam.

As necessidades dos hóspedes também mudam. Preservar uma tradição exige reconhecer aquilo que deve permanecer e, ao mesmo tempo, ter coragem para renovar o que precisa acompanhar uma nova época.
Desde o segundo semestre de 2025, o Colina Verde vive uma nova fase administrativa, conduzida por Lísia Tomazini Giocondo Peres, ao lado de Mylton João Tomazini.
Esse novo ciclo inclui a modernização da gestão, a padronização de procedimentos, a implantação de indicadores de desempenho, a capacitação das equipes e melhorias na infraestrutura. Apartamentos estão sendo reformados e modernizados, enquanto áreas de lazer, piscinas e espaços externos recebem ações de manutenção e revitalização.
É um processo realizado com respeito à história. O objetivo não é apagar as marcas do tempo, mas cuidar delas. Não é transformar o Colina em algo que ele nunca foi, mas permitir que sua essência seja vivida com mais conforto, qualidade e eficiência pelas próximas gerações.
Tradição e modernização caminhando juntas
Algumas empresas olham para o passado como uma fotografia guardada em uma gaveta.
No Colina Verde, o passado funciona como raiz.
É ele que sustenta as decisões do presente e dá direção ao futuro.
A hospitalidade familiar, a valorização das pessoas, a gastronomia, a natureza e a alegria de receber continuam ocupando o centro da experiência. Ao redor dessa essência, surgem novos processos, acomodações renovadas, melhorias estruturais e uma gestão preparada para os desafios de uma hotelaria cada vez mais exigente.
Modernizar não significa abandonar a tradição. Significa permitir que ela continue viva.
Uma história que passa de geração em geração
Desde 1978, milhares de pessoas atravessaram os caminhos do Hotel Fazenda Fonte Colina Verde. Algumas ficaram apenas por um fim de semana. Outras trabalharam ali durante anos. Muitas voltaram diversas vezes. Cada uma deixou uma pequena parte de sua história e levou consigo uma lembrança do hotel.
Talvez tenha sido o primeiro passeio a cavalo de uma criança. Talvez uma viagem de férias com os avós. Um congresso importante. Uma amizade iniciada durante a recreação.
Uma mesa cheia no almoço de domingo. Ou simplesmente alguns dias em que a família conseguiu ficar junta, sem tanta pressa.
O Colina Verde cresceu. Novos prédios surgiram, a estrutura se ampliou e uma nova fase de modernização começou. Mas o propósito continua muito próximo daquele primeiro sonho de 1978: oferecer descanso, lazer e hospitalidade em meio à natureza.
A história ainda está sendo escrita. E cada família que chega ajuda a escrever o próximo capítulo.
Perguntas frequentes sobre a história do Colina Verde
Quando o Hotel Fazenda Fonte Colina Verde foi fundado?
O Hotel Fazenda Fonte Colina Verde foi fundado em 5 de outubro de 1978, em São Pedro, no interior de São Paulo. Seu primeiro alvará municipal foi expedido em 11 de dezembro daquele mesmo ano.
Quem fundou o Hotel Fazenda Fonte Colina Verde?
O hotel foi fundado pelo empresário Mylton João Tomazini, que chegou a São Pedro por recomendação médica e iniciou o empreendimento dentro de uma fazenda.
Como o Colina Verde começou?
O empreendimento começou como uma pequena chácara com poucos apartamentos. Ao longo das décadas, sua estrutura foi ampliada para receber famílias, grupos e grandes eventos.
Qual é o tamanho atual do hotel?
O Hotel Fazenda Fonte Colina Verde ocupa aproximadamente 200 mil metros quadrados, com áreas de natureza, hospedagem, gastronomia, lazer e eventos.
O Colina Verde continua pertencendo à família fundadora?
A família Tomazini permanece ligada à administração e ao legado do empreendimento. A fase iniciada em 2025 passou a ser coordenada por Lísia Tomazini Giocondo Peres, ao lado de Mylton João Tomazini.
O hotel está sendo modernizado?
Sim. A fase atual inclui reformas e modernização de apartamentos, melhorias em áreas de lazer e espaços externos, capacitação das equipes e atualização dos processos de gestão.
Você também possui uma lembrança vivida no Colina Verde?
Talvez uma fotografia antiga, uma viagem em família, um evento ou uma história que ainda provoca um sorriso quando é lembrada. Compartilhe essa memória conosco. Afinal, a história do Colina não foi construída apenas por quem abriu suas portas, mas também por todas as pessoas que passaram por elas.
























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